Stan Wawrinka encerra a carreira em Paris após uma derrota na primeira rodada do Aberto da França. Em Court Simonne-Mathieu, o suíço de 41 anos perdeu por 6-3, 3-6, 6-3, 6-4 para Jesper de Jong, jogador holandês que entrou na chave como lucky loser. Diante da torcida, ele recebeu apoio e desfez o seu adeus em meio a lágrimas.
A ocasião teve um tom de despedida reverenciada. Wawrinka disputou a última partida em Paris, encerrando uma trajetória de 25 anos no tênis profissional. O anúncio da aposentadoria foi feito no fim do ano anterior, planeando uma temporada de 2026 dedicada a disputar os maiores torneios pela última vez.
No evento de encerramento, o atleta recebeu uma cerimônia em quadra. Amélie Mauresmo, diretora do torneio, e Gilles Moretton, presidente da Federação Francesa de Tênis, entregaram-lhe uma placa. Mensagens em vídeo de grandes nomes, como Roger Federer, Jannik Sinner, Rafael Nadal, Carlos Alcaraz e Novak Djokovic, marcaram o momento.
Sobre o legado deixado, Wawrinka reconheceu o impacto da sua carreira e o carinho recebido pela plateia e pelos colegas. Em entrevista breve, ele explicou a trajetória de mais de duas décadas no circuito, destacando a realização de ter chegado ao topo e vencido em Paris em 2015, ao superar Djokovic em uma final disputada em quatro sets.
Na análise do momento atual, o suíço comentou a dificuldade de manter o mesmo rendimento com a idade, mesmo mantendo boa forma física. A temporada recente começou bem, avançando à terceira rodada do Australian Open, mas tem visto resultados menos expressivos, com oito derrotas nas últimas dez partidas.
Homenagens de colegas e próximos passos
Gaël Monfils, amigo próximo de Wawrinka e também prestes a se aposentar, enviou uma homenagem por meio de vídeo. Os dois atletas compartilharam longa parceria e amizade fora das quadras, sem rivalidades entre eles ao longo da carreira. Monfils afirmou respeito mútuo e destacou a honestidade de ambos.
Wawrinka expressou gratidão pela relação com Monfils e ressaltou a naturalidade da amizade entre os dois. O platô de Paris acompanhou a tributo aos talentos da geração atual e reside no reconhecimento ao estilo de jogo do suíço, marcado por um backhand de grande potência e uma atuação completa em quadra.
Entre na conversa da comunidade