Aos 40 anos, uma inglesa identificou uma chance de recomeçar. Depois de receber o diagnóstico de artrite e um rompante de dor no quadril, decidiu retornar ao kickboxing, seu antigo hobby de adolescência. A decisão veio após uma avaliação com fisioterapeuta, que chamou a atenção para um possível fim de fase, não para o fim do esporte.
A jornalista L Potts começou no kickboxing aos 14 anos, inspirado pela série Buffy; o objetivo era defender-se e, de quebra, conquistar condicionamento. Em quatro anos, atingiu a faixa preta e viveu picos de forma, enfrentando treinos extenuantes e lutas que marcaram sua aprendizagem.
Retorno ao tatame
Em 2024, o retorno ocorreu de forma inesperada na mesma academia onde iniciou a trajetória. O instrutor Alastair continua à frente, junto da mãe Lyn atuando como treinadora. A antiga parceira de sparring, Amy, também apareceu no retorno, compondo um ambiente familiar e de memória muscular.
A prática reacendeu a confiança de Potts, que percebeu facilidade para relembrar sequências de golpes. O treino envolveu jab, cruzado, gancho e uppercut, seguido de chutes frontais e laterais, até o spinning heel kick. A sensação foi de retorno quase instantâneo da memória corporal.
A avaliação técnica
Ao final da sessão, o mentor estimou que Potts, se avaliada na hora, estaria apta a conquistar um segundo dan azul, quatro degraus abaixo da faixa preta. O veredito, por mais encorajador, foi acompanhado de ressalvas sobre técnica e condicionamento aeróbio.
Mesmo com o entusiasmo, a prática exigiu recuperação: no dia seguinte, a atleta encarou necessidade de banho de sal e analgesia, reconhecendo que a forma física demandaria treino contínuo para retornar aos níveis de juventude.
Impacto pessoal e perspectiva
A experiência provocou uma mudança de perspectiva sobre o corpo. Ao revisitar fotos antigas, Potts percebeu que focou apenas em falhas, sem valorizar a capacidade de adaptação e recuperação. O objetivo agora é manter uma visão mais equilibrada sobre o que o corpo pode alcançar ao longo do tempo.
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