Lewis Hamilton não usará o simulador como ferramenta principal para o restante da temporada de Fórmula 1. O heptacampeão destacou problemas de correlação entre dados virtuais e o comportamento real do carro da Ferrari, que prejudicaram seu desempenho em algumas corridas.
Segundo o piloto, o objetivo é aperfeiçoar o simulador, sem abandoná-lo completamente. Ele afirma que recorrerá à tecnologia apenas após as primeiras atividades de cada fim de semana, usando o que for coletado nos treinos livres como referência inicial. Hamilton sinaliza que continuará contribuindo para o desenvolvimento da equipe.
O piloto de testes continuará oferecendo feedback, mas, segundo ele, não tem a mesma visão prática ao dirigir o carro na pista. Assim, ele e Charles Leclerc são os únicos a pilotar o carro, o que reforça a preferência pela experiência direta na pista em vez de depender apenas do simulador.
Contexto e próximos passos
Hamilton afirma que ainda deve pilotar o simulador em momento oportuno, para alinhar as informações virtuais com o que ocorreu na pista. A prioridade é que a Ferrari evolua, sem abrir mão de um preparo confiável, baseado em dados coletados ao vivo.
Com sete títulos mundiais, o piloto ressalta a eficácia de seu conhecimento adquirido na pista. Ele aponta que algumas das melhores atuações da carreira ocorreram sem rely no simulador, ressaltando que a ferramenta é útil, mas não essencial para resultados.
Antes do GP do Canadá, o melhor resultado de Hamilton em 2026 foi o terceiro lugar na China, em 15 de março. Naquele fim de semana, ele afirmou que houve falhas no planejamento dos treinos no simulador, impactando o desempenho.
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