A McLaren revelou um plano para criar um carro circular na Fórmula 1, visando transformar o ciclo de vida dos monopostos. A iniciativa integra o novo relatório de sustentabilidade da equipe, elaborado com a Deloitte e apoio tecnológico do Google. O objetivo é reduzir desperdícios e ampliar a reutilização de materiais ao longo de todo o desenvolvimento do carro.
O projeto busca alinhar tecnologias já existentes com mudanças regulatórias futuras da Fórmula 1, propondo um design que privilegie reaproveitamento e eficiência. A equipe afirma que o conceito pode mudar a forma como carros de corrida são desenhados, fabricados e reaproveitados.
Em 2025, a McLaren registrou avanços significativos: queda de 14% no lixo gerado pelas operações e redução de 40% no descarte de resíduos perigosos de componentes compostos. A circularidade na produção do chassi ficou em 22%.
Além disso, houve uma redução de 39% nas emissões operacionais em relação à linha de base anterior, principalmente por menor uso de combustível, menos deslocamentos e logística mais eficiente. O relatório aponta ganhos também em viagens corporativas.
A equipe ampliou o uso de Certificados de Combustível Sustentável de Aviação, cobrindo 100% das viagens de negócios e do transporte logístico na F1. O investimento corresponde a cerca de 1,1 milhão de galões de combustível. Zak Brown destacou a urgência de acelerar mudanças sustentáveis.
Entre as ações fora das pistas, o OSCAR, sistema semiautônomo desenvolvido com a Great Barrier Reef Foundation, acelera a restauração de corais na Grande Barreira de Corais, na Austrália. A tecnologia reduziu o tempo de montagem de estruturas de plantio de corais de 90 para 10 segundos.
A McLaren vê a Fórmula 1 como laboratório de inovação capaz de impactar a indústria automotiva e outras áreas. O conceito de carro circular é apresentado como referência para produção mais sustentável, além de ampliar aplicações fora do esporte.
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