Em dois dias, o técnico Carlo Ancelotti precisou enfrentar uma crise na preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, centrada em Neymar e no ambiente de vestiário. A gestão de crise do italiano passou a ser o tema decisivo no início da janela de treinamentos.
Neymar chegou a Granja Comary em helicóptero particular e esteve em uma clínica para exames médicos, abrindo o cenário de foco quase exclusivo no craque durante a preparação de 26 jogadores. O que era visto como tranquilidade virou assunto principal.
Na quinta-feira, após avaliação de imagem, o médico Rodrigo Lasmar informou que Neymar tem lesão de grau 2 na panturrilha, com tempo de recuperação estimado entre 2 e 3 semanas. A estreia na Copa fica em xeque.
Fontes da CBF afirmam ao UOL que Ancelotti convocou Neymar sem ter pleno conhecimento do estado de saúde do jogador. O Santos, por sua vez, sustenta que repassou todas as informações sobre a panturrilha ao órgão.
Desafios de liderança de Ancelotti
O treinador precisa administrar um vestiário que tem forte apoio à presença de Neymar na Copa. A decisão sobre mantê-lo ou cortá-lo, até 24 horas antes da estreia, terá impactos internos e no planejamento para o grupo.
A situação exige equilíbrio entre confiança na recuperação do jogador e responsabilidade com o time que já perdeu três titulares por lesão nos últimos meses. A estreia ocorre contra Marrocos, no Grupo C, em 13 de junho.
Ancelotti é descrito por colegas como sereno e com bom trânsito entre jogadores. O episódio exige que ele mantenha a calma diante de perguntas sobre a convocação sem condições de jogo, segundo relatos de interlocutores.
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