A seleção brasileira venceu o Panamá por 6 a 2 em amistoso no Maracanã, neste domingo, com reservas entrando no segundo tempo. O objetivo era aquecer o grupo para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, sob o comando de Carlo Ancelotti, que buscava abraçar o elenco antes da viagem.
O primeiro tempo mostrou dificuldades do time titular para manter a posse e propor o jogo. O Panamá ficou com 52% de posse no intervalo e o Brasil abriu o placar com Vini Jr, aos 90 segundos, mas precisou trabalhar para ir ao intervalo na frente graças ao cabeceio de Casemiro. O empate panamenho veio aos 13 minutos.
A estratégia de Ancelotti manteve o 4-2-4 com bola e 4-4-2 sem ela, com Vini aberto pela esquerda e Cunha centralizado ao lado de Raphinha. O atacante central ficou mais preso à marcação, o que prejudicou a participação de Cunha e deixou Raphinha e Luiz Henrique discretos. Casemiro e Bruno Guimarães atuaram como principais criadores.
Desempenho dos reservas
No segundo tempo, o treinador promoveu 10 mudanças, mantendo apenas Léo Pereira entre os titulares. Os substitutos entraram com ritmo alto e ampliaram a vantagem, com gols que vieram de jogadas rápidas e maior entrosamento.
Entre os destaques, Rayan mostrou personalidade na ponta direita, gerando repertório ofensivo. Igor Thiago equilibrou a entrada na pressão e na recuperação da bola. Lucas Paquetá deu cadência ao meio-campo e Danilo Santos agregou dinamismo na faixa central.
Ancelotti reconheceu que o desempenho dos reservas gerou dúvidas sobre a formação titular, ainda mais diante de adversários com marcação mais fechada. Analistas apontam que o Brasil precisa de opções para o meio de campo e para o setor defensivo sem perder amplitude.
Faltam 12 dias para a estreia na Copa. As mudanças sugerem tendência de ajustes táticos para enfrentar rivais mais fechados, com necessidade de equilíbrio entre ataque e defesa. A equipe busca consolidar repertório competitivo antes do Mundial.
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