O norte-americano John Textor, afastado do comando do Botafogo, realizou entrevista coletiva nesta quarta-feira (3/6) no Rio de Janeiro. Ele abriu a coletiva anunciando guerra firme contra o associativo do clube e detalhou críticas à gestão social que detém 10% das ações da SAF.
Textor afirmou ser dono de 90% das ações da SAF, dizendo ter sido traído por Durcesio Mello, ex-presidente, e pelo grupo associativo. Em tom ácido, alegou disputas institucionais e questionou acordos envolvendo a gestão do clube e a participação do associativo.
A disputa societária segue no Tribunal Arbitral da FGV, segundo o ex-mandatário. Textor mencionou que há confronto jurídico entre ele e o Eagle Bidco, cobrando clareza sobre direitos de venda de ações e sobre quem pode decidir o destino da SAF.
Montoro e Danilo
Textor discutiu as possíveis vendas de Álvaro Montoro e Danilo, apontando que o associativo recusou propostas do Nottingham Forest sem consultá-lo. Alega que a operação previa empréstimo com opção de recompra, mantendo os jogadores no Botafogo até o fim do ano.
Ele descreveu a negociação com o Nottingham Forest como relevante para a valorização de Danilo e Montoro, citando valores e contratos. Alega que o associativo bloqueou 34 milhões que entrariam no clube, sem comunicação prévia.
Transfer bans
O ex-dono da SAF criticou os chamados transfer bans na Fifa, afirmando que não são responsabilidade dele. Alega que o clube social acionou a Justiça para bloquear recursos e critica a narrativa de que a GDA Luma seria salvadora, mantendo o foco na gestão interna.
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