O sistema de arbitragem da Copa do Mundo terá novo funcionamento com alerta automático de impedimentos claros. O recurso utiliza um sensor que dispara alerta sonoro aos auxiliares quando o impedimento supera 10 centímetros.
Trata-se do avanço do impedimento semi-automático, já testado no Qatar. A melhoria busca reduzir jogadas seguidas sem marcação de impedimento, aumentando dinamismo e diminuindo polêmicas.
Segundo Johannes Holzmüller, Diretor de Inovação da Fifa, a equipe receberá informações diretas em campo apenas para lances claros. Em situações duvidosas, a bandeira permanece abaixada para revisão posterior.
Todos os lances passaram por testes com atletas de base ao longo de três anos, com o sistema reduzindo o limiar de 50 para 10 centímetros. A confiança no critério é mencionada pela Fifa como crucial para o disparo.
Holzmüller acrescenta que há limitações, como jogador escondido pela jogada ou alguém no chão, o que pode impedir o disparo automático. Nessas situações, o alarme não é acionado.
Para aumentar a precisão, os jogadores terão escaneamento corporal antes da primeira partida, alimentando o sistema com dados para o impedimento semi-automático. O objetivo é reduzir erros de leitura.
A bola também funciona como elemento de apoio: um chip interno registra o momento exato do toque a ser analisado pelo VAR. O conjunto do sistema ficará centralizado em Dallas, sede regional do torneio.
A Copa acontecerá no México, com o VAR centralizado nos EUA, o que permite monitoramento e validação de lances em tempo real. A novidade envolve integração entre tecnologia, árbitros e assistentes.
O objetivo é oferecer maior clareza no momento exato do toque, contribuindo para decisões rápidas e neutras. A implementação visa reduzir interrupções e aumentar a confiabilidade das marcações.
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