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Seleção mudou em vinte anos: da farra de Weggis à privacidade dos treinos

Treinos fechados passaram a prevalecer desde 2010, após Weggis, definindo privacidade, ajustes táticos e maior controle de acesso da imprensa

Paquetá titular: treino aberto à comunidade aumentou chance de ver
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A evolução da privacidade nos treinos da seleção brasileira preocupa e marca três décadas de mudanças. De Weggis, na Suíça, à atual prática, o foco passou de treinos abertos a sessões fechadas ao longo dos anos.

Historicamente, nítidos registros indicam treinos abertos em Copas passadas até 1994, com atividades realizadas na Universidade de Santa Clara, nos Estados Unidos, sob observação de torcedores e da imprensa. Em Los Gatos, onde a delegação se hospedava, o acesso era restrito a entrevistas coletivas.

Em 2006, a preparação em Weggis estimulou debates sobre privacidade após invasão de campo por torcedores. Segundo Moracy Sant’Anna, o condicionamento fechado teria ganhado impulso a partir de 2010, quando Dunga comandou a comissão técnica e consolidou esse formato.

Do ponto de vista histórico, a preparação na África do Sul, em Randpark Golf Club, mostrou treinos curtos e restritos, com foco em jogadas ensaiadas e ajustes táticos, contrastando com as aberturas de anos anteriores. A escolha de cada país refletiu culturas diferentes de trabalho.

Entre as mudanças, o 1º dia de atletas em nova etapa observou, nos Estados Unidos, treino aberto à comunidade de Nova Jersey. A presença de torcedores com camisetas amarelas reforçou a conexão entre a seleção e o público local, que soma milhares de brasileiros no estado. A organização, porém, manteve a transição para sessões privadas no dia seguinte.

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