O São Paulo anunciou nesta sexta-feira (2) o acordo com a Ticketmaster, que passa a gerir a venda de ingressos do MorumBis e o programa de sócio-torcedor.
O contrato tem duração de cinco anos e prevê repasses de R$ 140 milhões ao clube.
O ponto central da operação é a antecipação de R$ 110 milhões, paga em três parcelas, em até 45 dias após a assinatura. O valor não é receita definitiva: funciona como empréstimo e será devolvido ao longo do contrato, corrigido por CDI mais 1,99% ao ano.
A amortização sairá da renda dos jogos no estádio, com teto de R$ 1,8 milhão por mês. Ou seja, mesmo que o clube arrecade R$ 10 milhões em um determinado mês, o repasse à empresa fica limitado a esse valor.
Os outros R$ 30 milhões se referem ao direito de explorar o camarote 29A do MorumBis durante cinco anos, em jogos e shows, com pagamento quase imediato. O acordo prevê ainda R$ 6 milhões para a reforma do museu do clube.
A Ticketmaster cobrará taxas de administração sobre as operações: até 10% por ingresso digital, 8% por ingresso físico e 8% por associado do programa de sócio-torcedor. A empresa substitui a Total Acesso na bilheteria e a Feng no sócio-torcedor, cuja rescisão foi aprovada em votação separada, por 152 votos. A operação começa em janeiro de 2027.
O Conselho Deliberativo aprovou o contrato na quarta-feira (30), por 184 votos a 44 e uma abstenção, após uma comissão analisar os termos e apontar a proposta como a mais vantajosa entre as avaliadas.
A diretoria tratava a aprovação como prioridade em meio à crise financeira, depois de atrasar salários do elenco e condicionar a quitação ao fechamento do negócio.
Entre na conversa da comunidade