A Copa costuma punir o apego a uma fórmula. Mesmo com Carlo Ancelotti defendendo o sistema com quatro atacantes, o time precisa de alternativas para a estreia contra Marrocos, marcada para o dia 13, às 19h, no MetLife Stadium. Hoje, o adversário é o Egito, em jogo-tonteiro de preparação.
O treinador adotará um desenho com três volantes: Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. A ideia é dar dinamismo ao meio-campo e abrir espaço para mudanças na frente. Danilo, do Botafogo, surge como opção por bom momento técnico.
O vestiário de Nova Jersey parece dialogar com Ancelotti. Jogadores com histórico de eliminações recorrentess veem no treinador alguém que pode indicar novos caminhos, mesmo diante do desgaste causado por derrotas passadas.
Historicamente, seleções brasileiras mudaram de abordagem diante de mudanças técnicas. Em 2006, Parreira priorizou o quadrado mágico, abrindo mão de opções táticas. Em 2018, ajustes necessários surgiram com lesões e contusões que impactaram o meio.
Nos últimos ciclos, houve preferência pelo quarteto ofensivo, o que já mostrou vulnerabilidade a contra-ataques. A necessidade de equilíbrio entre ataque e contenção tem guiado as decisões, com Ancelotti abrindo espaço para revisar o meio de campo.
A comparação entre estilos do passado e o momento atual reforça a ideia de que mudanças táticas costumam surgir nos momentos de maior pressão. A comissão técnica busca uma formação que maximize desempenho sem perder o DNA ofensivo.
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