João de Deus, braço direito de Jorge Jesus no Flamengo campeão de 2019, teve papel decisivo na saga que levou Cabo Verde à Copa do Mundo. Entre 2008 e 2010, ele já desenhava um plano para a seleção cabo-verdiana sonhar com o Mundial, mesmo diante de recursos limitados.
Segundo o presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), Mário Semedo, a “reestruturação” da seleção começou com João de Deus. Em entrevista exclusiva, ele afirmou que o treinador criou um plano de desenvolvimento de médio a longo prazo que conduziu os Tubarões Azuis aos objetivos traçados, incluindo a primeira vaga para a Copa do Mundo.
O arcabouço montado por João de Deus teve continuidade com Lúcio Antunes, que comandou Cabo Verde à primeira participação na Copa Africana de Nações em 2013. A seguir vieram Rui Águas em duas passagens (2014-2016 e 2016-2018), Felisberto Cardoso e Janito Carvalho, até a chegada de Pedro Leitão Brito, o Bubista, hoje treinador da seleção.
Bubista, já na liderança, levou Cabo Verde à histórica Copa do Mundo e foi eleito Treinador Africano do Ano de 2025 pela CAF. Ele comandará os Tubarões Azuis no Levi’s Stadium, em Atlanta, na estreia contra a Espanha, marcada para 15 de junho, pelo Grupo H.
Cabo Verde, portanto, chega ao Mundial com uma geração reconhecida pela imprensa e pela federação como fruto de uma construção gradual de décadas. A história envolve técnicos nacionais e estrangeiros que passaram pela organização, sempre mantendo o foco no longo prazo.
Linhas do legado
- João de Deus: sementeira de um projeto que precede o sucesso recente.
- Mário Semedo: aponta a arquitetura estratégica como base da evolução da seleção.
- Bubista: chega para conduzir Cabo Verde na Copa, mantendo a linha de progresso traçada ao longo dos anos.
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