A empresária Mylena Pereira, 34, escolheu transformar a despedida de solteira em uma programação esportiva. O objetivo foi manter a rotina de treinos durante a preparação para o casamento e promover encontros entre amigas, com atividades como spinning, crossfit e yoga.
A ideia ganhou adesão entre as convidadas, com perfis variados: atletas, pessoas sedentárias, grávidas e uma ex-paciente oncológica que recebeu autorização médica. O movimento reflete o crescente interesse por atividades físicas na vida cotidiana.
Despedidas mais ativas
Mylena realizou a despedida em um formato de spinning — pedaladas guiadas — em uma academia, unindo música, iluminação e incentivo coletivo. A prática tornou-se a opção preferida para o grupo, substituindo festas tradicionais.
Outra protagonista, Maria Fernanda Tuan, 33, organizou um treino funcional para 15 amigas em uma chácara em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A programação durou o fim de semana, com alimentação saudável e itens sem glúten.
Mudança de hábitos e ambiente
Dados de Datafolha indicam que 53% da população com 16 anos ou mais pratica atividades físicas regularmente, e metade dos brasileiros que consumiam álcool reduziram o consumo em 2024. A mudança é vista como símbolo de controle e administração da própria imagem, segundo especialistas.
A psicóloga Carla Almeida observa que as despedidas passaram a enfatizar convivência e redes de amizade por meio do esporte, em vez de celebrações que antes enfatizavam bebidas e excessos.
Exemplos regionais
Na região sul, Ingrid Oreques, 31, celebrou com uma corrida de cerca de 800 metros no Parque Una, em Pelotas (RS). Vinte e sete mulheres participaram, com a maior parte do grupo mantendo o ritmo leve para que todos pudessem acompanhar.
A corrida ocorreu na manhã de uma sexta-feira santa, com foco em acessibilidade. Entre as participantes, apenas algumas tinham rotina de treino; o restante acompanhou o trajeto com apoio dos amigos.
Contexto e relevância social
Especialistas em educação física ressaltam que academias e clubes passaram a ser vistos como espaços seguros para fortalecer vínculos. A prática esportiva reforça a identidade ligada ao bem-estar e à convivência entre mulheres.
Entre na conversa da comunidade