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Pressão no ataque se consolida como arma do Brasil de Ancelotti

Pressão alta se consolida como arma brasileira, abrindo contra-ataques com Vinícius, Raphinha e Endrick nos amistosos rumo à Copa do Mundo

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Brasil chega aos Estados Unidos sem um meia clássico e adota a pressão alta como arma principal. A ideia, segundo o técnico Carlo Ancelotti, é explorar roubos de bola perto do gol adversário para chegar com velocidade ao ataque.

Sem camisa 10 à disposição, o treinador italiano aposta em blocos de marcação mais baixos e em contragolpes puxados por Vinicius Junior e Raphinha. A estratégia se mostrou eficaz em fases ofensivas, com objetivos claros de acelerar o jogo quando há recuperação.

Na vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland, o Brasil abriu o placar a partir de um roubo na saída africana. Bruno Guimarães pressionou, Lashin vacilou, e a finalização ficou cara a cara com o goleiro. O segundo gol veio após pressão no ataque e boa leitura de Endrick.

Estratégia de pressão no ataque

A tática de pressão no campo de ataque tem também mostrado funcionamento em outros amistosos, como o duelo contra o Panamá, no Rio de Janeiro. Casemiro abriu o placar ainda no primeiro minuto ao interceptar a bola na intermediária, auxiliando a goleada de 6 a 2.

Entretanto, o técnico observou falhas na compactação defensiva em momentos de pressão alta, com espaço no meio-campo em lances contra o Panamá. A equipe trabalhou para corrigir esse aspecto, mantendo o foco na intensidade sem abrir brechas defensivas.

Ancelotti afirmou que a equipe saiu do amistoso com mais certezas do que dúvidas, destacando 60 minutos de jogo com alto nível ofensivo e defensivo. O treinador manteve o planejamento de aplicar pressão elevada e manter disciplina tática para o próximo desafio.

Desdobramentos e próximos compromissos

A seleção brasileira pretende manter a mesma linha de atuação contra Marrocos, no dia 13, na estreia da Copa do Mundo. O objetivo é manter a agressividade na transição entre defesa e ataque, sem abrir espaço na recomposição.

Ao longo dos amistosos anteriores, a troca de passes com aproximação entre volantes e atacantes também gerou oportunidades claras. A comissão técnica trabalha para equilibrar velocidade, intensidade e organização coletiva a partir do que foi observado nos jogos recentes.

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