A seleção iraniana de futebol chegou a Tijuana, no México, na manhã deste domingo, para disputar três partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos. O elenco desembarcou pouco após as cinco da manhã, vindo de um treino na Turquia, após um voo noturno. Um cordão de militares e policiais acompanhou a comitiva até o hotel Marriott, onde ficará hospedada.
A viagem ocorreu em meio a tensões entre Irã e EUA. A federação iraniana transferiu o centro de treinamento do Arizona para o México, citando incerteza sobre vistos e um sentimento interno de minimizar a presença na América. Torcedores iranianos aguardavam de pé na chegada.
No contexto da Copa, o Irã compõe o Grupo G com partidas marcadas contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, em agendas próximas a Los Angeles e Seattle. A participação envolve riscos diplomáticos e considera a possibilidade de confronto com os EUA caso ambos avancem a fases posteriores.
A pressão sobre a equipe foi tema de debates entre especialistas. Observadores destacam que o Brasil de 2022, ao não cantar o hino, gerou repercussão semelhante e reforçou o clima tenso ao redor da seleção iraniana. O governo americano afirma ter emitido vistos para a equipe, entretanto relatos passados indicam dificuldades para alguns membros.
O embaixador iraniano no México informou que 15 dos 70 integrantes do grupo chegaram sem vistos válidos para entrada nos EUA. A FIFA não comentou o assunto ao repórter. Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA reiterou que vistos necessários foram concedidos para competir, observando que não permitirão uso indevido do sistema.
A imprensa local descreve a decisão de sediar a delegação no México como um gesto de cooperação entre os dois países. A cobertura oficial destaca que a organização logística visou assegurar a participação do Irã no torneio, apesar das tensões externas.
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