Wesley ficará fora da Copa do Mundo de 2026. O lateral-direito da Roma foi diagnosticado com lesão no músculo adutor da coxa esquerda, confirmada por ressonância. Com o Brasil estreando em seis dias, não há tempo suficiente para a recuperação.
No jogo contra o Egito neste sábado, Wesley sentiu dores e precisou ser substituído.
A CBF não divulgou o grau da lesão, dado que essa informação determina o tempo de recuperação do atleta.
O médico especialista em medicina do esporte Carlos Eduardo Viterbo detalha a classificação das lesões de adutor: grau 1, ruptura microscópica com 2 a 4 semanas; grau 2, ruptura parcial com 4 a 8 semanas; grau 3, ruptura total, com possibilidade de cirurgia e afastamento superior a 8 semanas.
Ele explica que, apesar de não exigir cirurgia, esse tipo de lesão traz alto desgaste para um torneio com jogos frequentes, o que inviabiliza a participação do jogador.
Além disso, o tempo de tratamento é determinante: iniciar a recuperação o quanto antes aumenta as chances de disponibilidade para o início do torneio, mas retorno precoce eleva o risco de nova lesão.
A lesão de Wesley é similar à de Neymar, que já vinha em processo de recuperação há mais tempo. A diferença está no estágio atual de cada jogador e no planejamento de recuperação.
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