O GP de Mônaco teve um conjunto atípico de punições por excesso de velocidade nos boxes, aliado a uma bandeira vermelha gerada por danos no asfalto do Principado. O incidente mais marcante envolveu Lance Stroll e Charles Leclerc, que chegaram a bater no mesmo ponto da pista, em razão de falhas na pavimentação e na configuração do pit lane.
Entre os pilotos punidos, Hamilton, Russell, Gasly (duas vezes), Piastri e Colapinto receberam acréscimo de 5 segundos. Russell ainda sofreu um drive-through por erro no pagamento da punição, tirando-o da zona de pontuação e abrindo caminho para o domínio de Kimi Antonelli na liderança da prova. Gasly viu 10 segundos somarem-se ao tempo final, tirando-o do pódio para a 7ª posição. A Alpine questiona oficialmente o resultado, alegando que o piloto cumpria as regras.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) controla a velocidade no pit lane por meio de sensores eletrônicos e do transponder do carro. O cálculo começa quando o primeiro pneu cruza a linha branca, e a entrada em Mônaco, numa curva, favorece erros de julgamento na linha de passagem. Para acomodar os boxes da Cadillac, a fast lane foi alargada, o que impactou a percepção de distância de alguns pilotos.
Durante a corrida, Alex Albon foi avisado por rádio de que os pilotos estavam sendo punidos por cortar a linha próxima à área da Cadillac. O objetivo era evitar que o traçado influísse no limite de velocidade, mas houve surpresa entre os pilotos experientes no Principado quanto ao efeito dessas alterações. A combinação de freio, entrada/saída dos boxes e o traçado da pista contribuiu para as confusões ao longo da prova.
O incidente de Stroll e Leclerc ocorreu após meses de preparação para a região afetada. Um cano quebrou sob o trecho, levando à reconstrução de boa parte do asfalto, que acabou apresentando desgaste durante o fim de semana. Após uma bandeira vermelha prolongada, houve um reparo provisório e as oito voltas finais puderam ocorrer sob condições de pista ainda instáveis.
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