O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, criticou duramente John Textor nesta segunda-feira, 8 de junho, em entrevista na sede da Ferj. Ele afirmou que a condução da SAF pelo empresário falhou, contribuindo para a atual situação financeira do clube.
Magalhães destacou que o descontentamento é do lado associativo em relação a Textor, não o contrário, e afirmou que o ex-dono da SAF teve 11 meses para tentar um acordo com os sócios, sem sucesso. Segundo o presidente, o Botafogo não pode ficar à margem de uma gestão que considera responsável pela crise.
O dirigente mostrou preocupação com impactos da gestão anterior, citando transfer bans, pendências financeiras e compromissos não cumpridos, que, na avaliação dele, prejudicam o clube neste momento. Ele frisou que, embora respeite a pessoa, houve falhas significativas na gestão esportiva.
Venda da SAF
Na sexta-feira anterior, 5 de junho, a diretoria associativa e os gestores da SAF assinaram um contrato vinculante para vender 90% das ações para a GDA Luma. O grupo norte‑americano atua na recuperação de empresas em crise, assumindo o controle do Botafogo.
Magalhães comentou, com tom otimista, que a SAF deverá conduzir o clube a um novo momento. Ele pediu união entre torcedores e dirigentes para que o Botafogo possa recuperar o ritmo e voltar a competir pelos títulos.
O presidente ressaltou a expectativa de que a venda permita uma reestruturação financeira e esportiva. Não houve, nesta pauta, menção a prazos específicos para a conclusão do negócio ou à atuação futura de Textor no clube.
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