A Federação de Futebol dos EUA (US Soccer) assinou, em 2022, um acordo que iguala salários, bônus, premiações e participação em receitas comerciais entre seleções masculina e feminina. A medida vale até 2028 e encerra anos de disputas judiciais.
O acordo criou um sistema que distribui recursos de forma idêntica para partidas, torneios e direitos de mídia. Antes, homens recebiam valores significativamente maiores, mesmo com desempenho esportivo inferior.
A mudança ocorreu após uma mobilização liderada por jogadoras, com destaque para Megan Rapinoe. Em 2019, 28 atletas processaram a US Soccer por discriminação de gênero; em 2022 chegou-se a um acordo judicial.
Como funciona o modelo
Homens e mulheres passam a receber os mesmos valores por convocação, bônus por desempenho, prêmios e participação em receitas comerciais. A paridade vale para amistosos e Copas do Mundo.
Segundo apuração, a convocação para a Copa do Mundo passou a render igual valor para as atletas, aproximando-se de 117 mil reais por convocação. Anteriormente, a diferença era de cerca de três para um.
A federação criou um fundo único que reúne recursos de Copas do Mundo masculina e feminina e distribui o montante igualmente entre as jogadoras de ambas equipes. A estratégia elimina o impacto financeiro da disparidade nas premiações.
Além dos salários
O acordo prevê condições equivalentes de treinamento, hospedagem e deslocamento para as duas seleções, com hotéis, centros de treinamento e voos semelhantes. Proteções de saúde física e mental foram fortalecidas.
Também houve a criação de participação nas receitas comerciais, com direitos de transmissão, patrocínios e marketing gerando recursos compartilhados entre as seleções. Benefícios adicionais incluem cuidado infantil e planos de previdência.
Proteções específicas foram mantidas para a seleção feminina, incluindo licença parental remunerada e apoio financeiro para jogadoras afastadas por gravidez ou questões de saúde mental relacionadas ao esporte.
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