O árbitro somali Omar Artan teve a entrada negada nos Estados Unidos ao chegar a Miami e foi retirado da Copa do Mundo pela FIFA, apesar de ter integrado a lista final de árbitros para o torneio. A decisão ocorreu poucas horas antes do início da competição.
Segundo a alfândega dos EUA, a recusa ocorreu por questões relacionadas à triagem de segurança, sem detalhar os motivos específicos. A Embaixada da Somália no Quênia informou que Artan havia recebido visto para viajar aos EUA na semana anterior e não houve explicação inicial sobre o motivo da inadmissão.
A situação é considerada incomum, pois envolve um oficial de arbitragem nomeado pela FIFA para atuar em uma Copa do Mundo. Artan deveria integrar o plantel técnico no centro de treinamento em Miami, junto aos demais árbitros do torneio.
Reação oficial e próximos passos
O Ministério da Juventude e Esportes da Somália afirmou que ainda não recebeu explicações formais e que a embaixada tenta reverter a decisão para permitir a participação de Artan. A FIFA informou que não participa de processos migratórios e que a decisão cabe ao governo anfitrião, não confirmando alteração no status do árbitro.
A agência de imigração dos EUA ressaltou que todos os visitantes, incluindo autoridades da Copa, passam por inspeções de segurança; as decisões são tomadas caso a caso com base em informações disponíveis no momento da chegada. Artan permanece fora do torneio conforme orientação das autoridades.
Artan é reconhecido na África como um dos melhores árbitros e foi eleito o melhor árbitro masculino do continente em 2025. Na semana anterior, ele apitou a final da Liga dos Campeões da África, reforçando seu destaque no continente.
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