O Flamengo pretende fortalecer a gestão com um modelo mais profissional, com cargos ocupados por profissionais pagos e dedicados exclusivamente ao clube. A proposta, ainda em estudo, busca afastar o time do formato tradicional de dirigentes amadores.
O principal objetivo é estruturar o clube sem abrir mão da associação, mantendo a gestão “garantida” e articulando mecanismos para monetizar ações positivas à sociedade. A ideia é aprovar mudanças no conselho deliberativo.
Em entrevista ao blog via WhatsApp, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, confirmou que o projeto é uma promessa de campanha e afirmou que clubes associativos podem se organizar sem virar SAF, desde que haja uma gestão bem definida.
A referência ao Real Madrid foi apresentada como inspiração para o caminho de independência econômica do clube. BAP disse que a comparação não trata de soberba, mas de seguir um modelo que reinventa a instituição sem vender a história do clube.
O dirigente destacou que o Flamengo já disputa eventos com grande público e que não é possível comparar amostras entre times de diferentes realidades, como gratuidades, meia-entrada e campanhas de sócios. O objetivo é manter o clube como a maior audiência da América do Sul.
Sobre a possibilidade de abrir espaço para novas formas de venda de ingressos, BAP mencionou a exploração de áreas específicas do Maracanã para lotar partidas de menor demanda, sem comprometer a política de preços para sócios e não sócios.
O tema de Arrascaeta, contundido por serviço à seleção uruguaia, também foi abordado. BAP afirmou que há diferenças na forma como federações remuneram atletas, destacando desigualdade entre clubes e custos envolvidos na operação de jogadores atuando por seleções.
Questionado sobre o retorno financeiro relacionado a convocação de jogadores, o presidente citou que os valores são pagos ao longo de dezembro, conforme acordos já estabelecidos, e que clubes europeus costumam ter regimes diferentes durante Copas do Mundo.
BAP encerrou afirmando que não existe perfeição, mas que o Flamengo não pode abandonar o trem do progresso. A meta é seguir avançando, com ajustes ao longo do caminho, sem abrir mão da identidade do clube.
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