A Copa do Mundo de 2026 terá regras revistas para reduzir a prática conhecida como cera e ampliar o tempo de jogo efetivo. As mudanças foram aprovadas pela FIFA e pela IFAB, órgão que regula as regras do futebol, e anunciadas nesta terça-feira, 9 de junho de 2026.
Entre as principais novidades estão cobranças mais rápidas em tiros livres diretos e laterais, com uma contagem regressiva visual de 5 segundos para reposição de bola. Caso o tempo se esgote, o lateral fica para o adversário e o tiro de meta vira escanteio para o time rival. A regra não se aplica às faltas.
Novas regras de ritmo e assistência médica
Substituições passaram a ter cronômetro: o atleta tem até 10 segundos para deixar o campo; se ultrapassar, o substituto espera 1 minuto para entrar, deixando a equipe com um jogador a menos. Atendimentos médicos em campo obrigam o jogador a ficar afastado por pelo menos 1 minuto após o reinício, com exceções para goleiros, choques na cabeça e lesões graves.
Ampliação do uso do VAR
O VAR passa a ter maior alcance, permitindo que o árbitro revise expulsões por segundo cartão, corriga erros em marcações de escanteios ou tiros de meta, muitas vezes sem necessidade de consulta ao monitor. Faltas em bolas paradas também passam a ser revistas na cobrança que resulte em gol ou pênalti.
Paradas técnicas e mudanças institucionais
Goleiros lesionados não poderão mais autorizar paradas técnicas informais para que treinadores deem instruções durante o atendimento. A reorganização visa reduzir interrupções desnecessárias e melhorar o tempo de jogo.
Regra Vini Jr.
Outra mudança, chamada de regra Vini Jr, autoriza juízes a aplicarem cartão vermelho imediato caso haja cobertura de boca para proferir ofensas raciais em campo. O objetivo é coibir ataques discriminatórios durante a partida.
Contexto e participação
A regra Vini Jr homenageia o atacante Vinicius Júnior, conhecido por atuação no combate ao racismo no futebol. O jogador tem denunciado casos de racismo no Real Madrid ao longo de sua carreira, reforçando o debate sobre políticas antidiscriminatórias no esporte. As medidas visam tornar a competição mais segura e justa para todos os atletas.
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