A Ferrari reconheceu publicamente que ainda há divergências entre os dados do simulador e o desempenho real da SF-26 nas corridas. A confirmação veio após o GP de Mônaco, por meio de Jerome d’Ambrosio, que substituiu o chefe da equipe em entrevistas de análise de corrida.
Segundo o dirigente, as simulações não correspondem 100% ao que ocorre na pista, indicando variações entre previsões virtuais e resultados reais. A observação reforça críticas já feitas por Lewis Hamilton sobre a confiabilidade das previsões da equipe.
Desafios com pneus e modelagem
A direção aponta que o principal problema envolve o comportamento dos pneus, apesar de respostas positivas em aerodinâmica. A gestão dos compostos da Pirelli continua gerando preocupação interna.
Durante o GP de Mônaco, Hamilton relatou superaquecimento dos pneus traseiros nas primeiras voltas, possivelmente ligado à modelagem matemática da evolução térmica dos compostos. Engenheiros cruzam dados internos com informações da fabricante.
Engenharia reversa e planos futuros
A equipe afirma que não existe ausência total de correlação, mas sim uma combinação incorreta de variáveis que distorce leituras. O trabalho entre corridas ganha prioridade, com pilotos descrevendo o comportamento em condições reais e engenheiros ajustando o simulador.
A Ferrari espera revisar modelos matemáticos e refinar a SF-26 antes da pausa de verão, buscando maior consistência de desempenho ao longo da temporada.
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