Alexander Zverev conquistou neste domingo o primeiro título de Grand Slam de sua carreira, no Roland Garros. Pouco antes de entrar em quadra, o alemão aplicou uma dose de insulina, ato que chamou a atenção de quem acompanhava a partida.
Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos 4 anos, Zverev tornou-se referência de que a doença não impede a prática esportiva de alto nível. A presença de insulina e monitoramento contínuo são elementos-chave para o desempenho.
O diabetes tipo 1 é autoimune: o pâncreas não produz insulina. Sem o hormônio, a glicose não entra nas células para gerar energia, o que exige reposição diária da insulina e controle rígido da alimentação.
Durante o exercício, os níveis de glicose variam conforme carboidratos ingeridos, tipo e intensidade da atividade, e até o estado emocional. A glicemia precisa ser ajustada manualmente, com estratégias nutricionais e insulina.
Exercícios de alta intensidade podem elevar a glicemia, enquanto atividades leves costumam reduzi-la. Hormônios liberados pelo esforço dificultam o controle, aumentando a necessidade de monitoramento próximo durante a prática.
Entre os riscos, a hipoglicemia é a principal preocupação em atividades prolongadas como o tênis, com tremores, tontura e confusão mental. Em cenários graves, há risco de perda de consciência.
A hiperglicemia, menos comum durante o esporte, provoca sede, desidratação e fadiga. Em ambos os casos, a vigilância constante evita complicações durante e após a atividade.
O controle da glicemia durante o esporte depende de monitorização contínua, alimentação adequada e ajustes de insulina. Técnicas modernas permitem acompanhar os níveis quase em tempo real durante a competição.
Especialistas destacam que o exercício aumenta a sensibilidade à insulina, contribuindo para a saúde cardiovascular e mental. Com acompanhamento adequado, atletas com diabetes podem competir em alto rendimento.
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