O árbitro Omar Artan desembarcou nesta quarta-feira em Mogadíscio, na Somália, após ter a entrada negada nos EUA. Ele vinha para acompanhar a Copa do Mundo e foi recebido como herói no aeroporto local.
Artan, de 34 anos, havia sido eleito o melhor juiz africano em 2025. Ele pretendia apitar uma partida da Copa, tornando-se o primeiro somali a exercer esse papel em um Mundial, chance que ficou comprometida pela negativa de entrada em território americano.
A chegada na Somália ocorreu sem incidentes, com a participação de autoridades locais, membros da Federação Somali de Futebol e moradores. O árbitro afirmou que planeja atuar na Copa do Mundo de 2030 e agradeceu o apoio recebido.
Acompanhamento e reação local
Centenas de pessoas aguardaram Artan no Aeroporto de Mogadíscio, com mensagens de apoio e símbolos do país. Diversas personalidades da mídia social tiraram fotos com o árbitro, que ganhou destaque no país.
Artan contou que foi informado, por meio da imprensa, de que não poderia entrar nos EUA para a Copa. Ele permaneceu sob detenção por várias horas antes de retornar para Istambul, na Turquia, segundo relatos. A Fifa confirmou que ele não atuará no Mundial deste ano.
Do lado externo, autoridades americanas não detalharam a decisão de impedir a entrada. O episódio ocorreu em meio a controvérsias sobre políticas migratórias envolvendo vários países. A equipe somali de futebol continua em preparação para o torneio.
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