O primeiro dia da Copa do Mundo começou com falhas técnicas no Centro de Mídia e um clima tenso ao redor de debates sobre política e futebol. Gianni Infantino abriu a coletiva pedindo que os credenciados falassem apenas de futebol, mas acabou mencionando a complexa agenda do torneio.
Durante a apresentação, Infantino foi questionado sobre a Copa, respondeu de forma contida e preferiu destacar a colaboração com assessores para orientar-se sobre questões esportivas. Ele mencionou a importância de manter o foco no fair play, ainda que temas políticos apareçam na pauta.
Problemas técnicos e dilemas diplomáticos
Antes de a entrevista começar, houve instabilidade na internet do Centro de Mídia, com falhas de áudio que persistiram até o meio da coletiva. A sala era pequena e imagens só passaram, em parte, nas telas, sem áudio estável.
A organização também enfrentou questões diplomáticas. Contou-se que o árbitro da Somália, Omar Artan, teve a entrada negada, citadas dificuldades com vistos. O tema envolve também o Irã, com a necessidade de vistos de apenas 36 horas para deslocamentos entre países.
Infantino comentou, de modo cauteloso, sobre as medidas adotadas pela organização. Disse que as ações são positivas dentro do que é possível, sem detalhar mudanças futuras. O tom manteve-se institucional, sem promessas.
A Copa começa com um conjunto de contratempos inéditos, incluindo o país-sede em guerra com alguns classificados. A situação envolve logística de vistos e restrições de entrada, que afetam a rotina das delegações que chegam para competir.
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