O Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. A avaliação inicial aponta que o país tem estádios prontos, infraestrutura consolidada e experiência em megaeventos. O mundo feminino, porém, exige menos obras e menos improvisos.
Um alerta do Tribunal de Contas da União (TCU) entra em foco: não basta a preparação operacional; é preciso pensar no legado. O TCU iniciou uma fiscalização preventiva para analisar obras, contratos e impactos duradouros do torneio.
Abertura de olhos para o legado
O acórdão do TCU destaca fragilidades: ausência de protocolos padronizados contra assédio e racismo, indefinições sobre políticas permanentes de incentivo ao futebol feminino e pouca coordenação entre União, estados e municípios.
Entre as lacunas, estão casos práticos como as Salas Lilás, espaços de acolhimento para mulheres vítimas de violência em grandes eventos. Em várias sedes, inclusive as da Copa, o modelo ainda não é padronizado.
Essa avaliação reforça que a Copa Feminina não é apenas uma operação logística. O objetivo é consolidar políticas de proteção, inclusão e fortalecimento do esporte feminino no Brasil, de forma permanente.
O relatório do TCU sinaliza uma mudança de perspectiva: grandes eventos esportivos devem deixar um legado contínuo, não se encerrarem com a cerimônia de encerramento.
Além disso, a fiscalização aborda a necessidade de protocolos permanentes para prevenção e combate a abusos, bem como diretrizes de cooperação entre as esferas federal, estadual e municipal.
Em síntese, o Brasil tem potencial para sediar o Mundial, mas o desafio é transformar o esporte feminino em uma política pública duradoura, e não apenas numa realização de momento.
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