Um marqueteiro político identificado como Eduardo Bisotto, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e natural de Santa Catarina, utilizou uma expressão racista contra Vinicius Júnior durante a transmissão de um amistoso entre Brasil e Egito, no último sábado, 8 de outubro. O termo utilizado foi mono, que em espanhol pode significar macaco.
Durante a transmissão, Bisotto fez comentários sobre a atuação do jogador e, em tom de deboche, mencionou o relacionamento de Vinicius com a influenciadora Virginia Fonseca. Em áudio captado no ao vivo, ele afirmou que o time do jogador não acompanhava o ritmo e proferiu a expressão racista para o atacante.
Logo após o episódio, uma voz feminina pode ser ouvida repreendendo Bisotto, enquanto risadas ao fundo e a narração seguiam. O trecho com as falas rapidamente ganhou as redes e gerou acusações de racismo. A live foi removida das plataformas do marqueteiro.
Eduardo Bisotto se manifestou nesta quinta-feira, 11, via rede social. Na declaração, ele negou a necessidade de pedir desculpas e afirmou que quem o ataca terá de provar na Justiça que ele é racista.
Contexto e desdobramentos
Vinicius Júnior, jogador da seleção brasileira e do Real Madrid, já enfrentou uma série de ataques racistas ao longo da carreira, com maior repercussão desde 2023, principalmente na Espanha. Em uma decisão relevante, três espanhóis foram condenados a oito meses de prisão por injúrias racistas contra o jogador, a primeira condenação no país por casos semelhantes no futebol.
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