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Adnet vira torcedor fanático da Bósnia e não perde nenhum jogo

Adnet revela torcer pela Bósnia e por Curaçao, destacando a estreia conjunta de ambos na Copa do Mundo e a força da narrativa do improvável

Adnet no meio da torcida da Bósnia na Copa de 2014
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Ao Estadão, Marcelo Adnet abriu sobre como o futebol atravessa fronteiras culturais e o que o aproxima de seleções menos tradicionais. O humorista carioca, 44 anos, revela torcer com fervor pela Bósnia e por Curaçao, times que farão sua estreia em Copas distintas de 2026.

A paixão de Adnet não nasce da idade de torcedor, e sim de uma visão de mundo que valoriza o improvável. Ele cita a história pessoal no Humaitá e a ideia de que pequenas nações podem surpreender grandes rivais, especialmente em Mundiais.

A Bósnia entra pela segunda vez numa Copa, após eliminar a Itália na repescagem europeia. Curaçao, com apenas 150 mil habitantes, alcançou o Mundial, superando equipes caribenhas tradicionais. Para o artista, esse feito reforça o conceito de mérito por mérito.

A relação de Adnet com os Balcãs começou em 2005, ao estudar a guerra que marcou a região. Ele destaca desafios atuais, como a ausência de um hino oficial e a divisão territorial que acompanha a população. O interesse se aprofundou com visitas aos países.

Sobre Curaçao, o fascínio é mais recente. O artista visitou a ilha pela primeira vez em 2011, aprendeu papiamento e mantém contato com músicos locais. Adnet acompanha o futebol da ilha e encontra linguagem comum no estádio e na torcida.

Além da torcida, Adnet atua na Netflix com a série Brasil 70, lançada em maio, que narra o tricampeonato mundial de 1970. Ele destaca o desafio de recriar partidas históricas com fidelidade, envolvendo ícones como Pelé e Rivelino.

A série o aproximou de Rodrigo Santoro, colega de elenco, que ele descreve como referência internacional. O narrador relembra o clima de 1970, marcado por tensão política e a percepção de que o Brasil chegou desacreditado ao torneio.

Sobre a Copa do Mundo no Brasil, Adnet diz que vai acompanhar de perto, com nervos à flor da pele, especialmente em jogos que mexeram com a memória recente, como o 7 a 1 diante da Alemanha. A torcida é pelo Brasil, sem prometer desfechos.

Mesmo diante de rivais considerados favoritos, o talento nacional pode render surpresas, diz o artista. Adnet não crê em um caminho fácil, citando França, Argentina, Espanha, Noruega e a possibilidade de o time brasileiro avançar até semifinal ou final.

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