Roberto Lopes, zagueiro de 33 anos conhecido como Pico, quase ficou de fora da Copa do Mundo de 2026 por acreditar que uma mensagem da federação de Cabo Verde no LinkedIn era spam. O convite para defender a seleção africana chegou em português, mas só foi notado meses depois, quando surgiu uma segunda mensagem em inglês.
Aos poucos ficou claro que o contato era legítimo. Lopes disse à Reuters que, apenas com a ajuda de um tradutor, entendeu a proposta de representar Cabo Verde. O jogador confirmou que houve dificuldade de contato com o clube dele, o que atrasou a resposta inicial.
Ascensão até a seleção
Nascido na Irlanda, Lopes construiu a carreira na Liga Irlandesa, atuando pelo Bohemian FC e pelo Shamrock Rovers. Mesmo assim, estreou pela seleção cabo-verdiana em 2019, na vitória sobre o Togo por 2 a 0, e tornou-se peça-chave da defesa.
A confirmação da vaga para a Copa veio em outubro, com a Cabo Verde avançando ao Mundial após vitória por 3 a 0 sobre Eswatíni. Lopes descreveu a experiência como resultado de um grupo forte, que ganhou confiança ao enfrentar seleções de alto nível.
Motivação e objetivos
A equipe passou a competir de igual para igual com algumas das melhores seleções da África após recentes mudanças estruturais no futebol do país. O novo formato da FIFA e o aumento das vagas para a África alimentaram a motivação do grupo para alcançar a Copa.
Lopes afirmou que o objetivo é avançar além da fase de grupos, reconhecendo o grupo difícil formado por Espanha, Arábia Saudita e Uruguai. Ele reforçou a necessidade de competição forte e de chegar longe na competição por mérito próprio.
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