O governo de Gana reagiu à decisão do Canadá de negar entrada no país ao volante Thomas Partey, impedindo o jogador de viajar para a estreia da seleção na Copa do Mundo, marcada para quarta-feira contra o Panamá, em Toronto. A medida ocorreu enquanto Partey enfrenta acusações de violência sexual.
Segundo fontes oficiais, o Ministério das Relações Exteriores emitiu comunicado classificando a decisão canadense como arbitrária e extremamente injusta, fruto de acusações não comprovadas. O texto ressalta que o Canadá aplica suas leis de imigração de forma soberana, mas questiona a falta de uma decisão judicial.
Partey, capitão e destaque de Gana, é acusado por várias mulheres de crimes ocorridos entre 2021 e 2022, período em que defendeu o Arsenal, na Inglaterra. Até o momento, não houve condenação definitiva, e o jogador nega as acusações.
O craque já havia passado por prisão em 2025, tendo recebido liberdade condicional mediante fiança, com restrições de contato com as acusadoras e de mudança de endereço ou viagem internacional sem autorização.
Além das acusações, Partey firmou contrato com o Villarreal, na Espanha, em agosto do ano anterior. O atacante continuará elegível para os próximos jogos da fase de grupos, disputados nos Estados Unidos, contra Inglaterra em Boston e Croácia na Filadélfia.
Reação do governo de Gana
O governo ganense reiterou reservas sobre a decisão canadense, destacando a arbitrariedade da medida diante de acusações não comprovadas e sem decisão judicial. O comunicado reforça a necessidade de equilíbrio entre leis de imigração e garantias processuais.
Contexto da participação na Copa
A não entrada de Partey deixa a seleção de Gana sem um de seus pilares para a estreia na Copa. A equipe realiza a primeira partida na próxima quarta, contra o Panamá, em solo canadense, buscando pontuar no grupo. A competição segue com partidas programadas nos EUA.
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