O público oficial da Copa do Mundo de 2026 pode ser maior que a ocupação visível nos estádios. A diferença entre os números divulgados pela Fifa e o que aparece nas transmissões tem sido tema de debate.
Um exemplo amplamente citado ocorreu em a vitória da Coreia do Sul sobre a República Tcheca, em Guadalajara, na última quinta-feira. A Fifa informou 44.985 participantes, apenas 679 abaixo da capacidade do estádio, mesmo com arquibancadas com assentos vazios.
A Fifa explicou como calcula a assistência: contam-se apenas os ingressos escaneados e o acesso ao perímetro do estádio. Pessoas em áreas de alimentação, lojas, corredores, camarotes ou setores de hospitalidade entram na contagem.
Isso significa que o público divulgado nem sempre corresponde aos espectadores sentados nas arquibancadas durante a transmissão. O torcedor pode estar em áreas internas sem estar em seu lugar.
Segundo relatos, a movimentação dentro das arenas costuma ser intensa nos Estados Unidos, Canadá e México, sede do torneio. Espaços de alimentação, entretenimento e convivência ajudam a compor a experiência do público.
Camarotes e setores premium costumam concentrar grande fluxo de torcedores, o que pode dar sensação de o estádio parecer mais vazio em certos momentos das imagens.
A discussão também envolve a venda de ingressos. Antes do início, cerca de 180 mil bilhetes ainda estavam disponíveis em canais oficiais de revenda, o que alimenta dúvidas sobre a demanda em alguns jogos.
Em alguns casos, houve redução de preços para estimular vendas, o que também pode influenciar a percepção de ocupação durante as partidas.
Portanto, a diferença entre números oficiais e ocupação observada resulta tanto da metodologia da Fifa quanto do comportamento dos torcedores dentro dos estádios, não havendo, necessariamente, contradição entre dados e imagens.
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