A Copa do Mundo de 2026 terá seleções que representam territórios sem passaporte próprio, como a Escócia e Curaçao. Esses territórios pertencem a nações maiores — o Reino Unido e a Holanda — mas disputam o torneio de forma independente, com base em exceções do estatuto da FIFA.
Segundo o editor de Internacional da CNN, existem dois caminhos de reconhecimento. Em geopolítica, as unidades costumam não se dividir; no futebol, a FIFA admite a participação separada em situações específicas, quando os direitos são reconhecidos pela entidade.
A exceção da Escócia
A Escócia é um dos quatro países constituintes do Reino Unido, ao lado de Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A seleção se classificou para a Copa de 2026 e terá o Brasil como adversário no grupo. A independência na competição decorre de uma exceção prevista no estatuto da FIFA, que reconhece o Reino Unido como criador do futebol, permitindo que seus países joguem de forma independente.
Essa condição surgiu com a evolução histórica do futebol e da própria FIFA, criada em 1904. A Escócia, com uma federação anterior à própria FIFA, mantém direito de disputar a Copa separadamente dos demais componentes do Reino Unido. A escolha é apresentada como fruto de acordos entre as entidades.
O caso de Curaçao
Curaçao é uma ilha caribenha com cerca de 150 mil habitantes, parte da Holanda. A participação independente na Copa de 2026 depende de uma segunda exceção do estatuto da FIFA, que autoriza um território a atuar separado desde que haja autorização formal do país-mãe. A Holanda concedeu esse aval a Curaçao, facilitando a participação.
A relação entre Curaçao e a Holanda é marcada por baixo tensões políticas; elas não se manifestam de forma expressiva, o que favorece esse tipo de autorização. Na prática, Curaçao atuará com hino próprio durante a competição, diferente do hino holandês.
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