Carlo Ancelotti adotou o mistério como arma para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. O técnico escondeu a escalação até instantes antes de deixar o hotel e seguir para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde duelou com Marrocos.
Os 26 convocados souberam a formação que iniciaria a partida apenas na preleção, iniciada três horas antes do kickoff. Treinos da semana tinham sinalizado mudanças, mas a confirmação foi mantida para o último momento.
Havia indícios de mudanças no ataque e nas laterais. Danilo e Alex Sandro foram mantidos na defesa por mais tempo, enquanto Matheus Cunha cedia espaço a alternativas. A decisão final indicou Igor Thiago como referência ao ataque.
Douglas Santos foi uma das surpresas da equipe, recebendo a notícia de titularidade apenas na manhã de sábado. Em entrevista, o jogador afirmou ter sido preparado durante a semana para todas as hipóteses.
Estratégia e reação
Danilo, que atuou como líder no elenco, minimizou impactos do mistério. O jogador ressaltou que a comissão estudou várias possibilidades e que a preparação foi consistente para todos os cenários.
Ameaças da coincidência com outros compromissos mantêm o padrão de Ancelotti, segundo fontes do grupo. A prática, já vista em outras convocações, busca surpreender adversários e manter o elenco unido.
O Brasil volta a campo na sexta-feira, contra o Haiti. A tendência é de novas variações na equipe. Em 13 jogos comandando a Seleção, Ancelotti ainda não repetiu escalação.
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