A Climate Central aponta que a Copa do Mundo de 2026, realizada nos EUA, México e Canadá, terá risco elevado de calor extremo. Quase todos os jogos serão paralisados aos 22 minutos de cada tempo para hidratação.
Segundo o estudo, 97 de 104 partidas têm maior probabilidade de enfrentar temperaturas prejudiciais ao desempenho. Quase todos os estádios sediados também registram mais dias de calor extremo que em 1970.
A pesquisa mostra que 14 de 16 estádios têm mais dias de calor extremo hoje do que na década de 1970, quando a primeira Copa na América do Norte aconteceu. O planeta está cerca de 0,7°C mais quente desde 1994, aumentando o risco.
Principais locais por risco de calor
Miami, Cidade do México, Houston e Guadalajara aparecem com maior incidência de calor extremo entre junho e julho. Em média, cada cidade teve pelo menos 10 dias de calor extremo na última década.
Somente Houston, Atlanta e Dallas possuem estádios totalmente climatizados, o que reduz o efeito direto do calor para jogadores, torcedores e trabalhadores nas áreas de acesso e Fan Fests.
Umidade e impactos
A linha de análise usa 28°C como teto de risco para desempenho, levando em conta a umidade. Em altas umidades, o estresse térmico começa aos 26°C e pode exigir adiamento acima de 28°C, segundo a World Weather Attribution.
A Federação Internacional de Futebol não adota o mesmo critério de adiamento, mantendo protocolo de paralisação acima de 32°C de calor úmido, conforme avaliação de órgãos ligados ao esporte.
A partida com maior probabilidade de calor prejudicial é Espanha versus Uruguai, em Guadalajara, com 70% de chance de impacto, aumento devido à mudança climática. A final, em Nova York, tem 47% de probabilidade de efeito térmico.
Entre na conversa da comunidade