O preço da cerveja nos estádios da Copa do Mundo deste século disparou acima da inflação. Na estreia do Brasil, o chopp ficou a partir de US$ 16, cerca de R$ 81, com opção de chegar a US$ 18 no chope. Em relação a 2002, o valor corrigido chegaria a US$ 5,4 (aprox. R$ 27,3).
A variação de preço no período total somou 207%, enquanto a inflação global ficou em torno de 100%. A diferença, portanto, é de mais de 100 pontos percentuais, apontando para aumentos acima do nível de generalidade da economia.
O torneio de 2002, realizado por Coreia do Sul e Japão, já mostra que ajustes não seguem uma linha única. A estimativa corrigida para 2026 sinaliza queda de 50% em relação aos números de 2002, quando comparado apenas ao preço nominal de hoje.
O MetLife Stadium, em New Jersey, recebe a estreia brasileira nesta Copa, com a venda de cervejas licenciadas pela FIFA. Entre as opções estão marcas como Michelob Ultra, Budweiser e Stella Artois, todas fabricadas pela Anheuser-Busch InBev.
A empresa detém os direitos exclusivos de venda em estádios e fan zones, tendo desembolsado cerca de US$ 170 milhões pela exclusividade. No Brasil, a Ambev atua como subsidiária da empresa no segmento de bebidas.
Ao longo da série histórica, os ajustes não ocorreram de forma linear. Entre 2002 e 2006, na Alemanha, o reajuste real ficou abaixo da inflação global. Entre 2006 e 2010, na África do Sul, houve queda expressiva nos preços.
A Copa de 2014, no Brasil, alterou o ritmo, com alta de 112,2% acima da inflação. Em 2018, na Rússia, houve recuo real de 47,5%, levando a uma cerveja mais barata do que em torneios anteriores.
O Qatar registrou a maior variação, com alta de 537% entre 2018 e 2022. O exemplo inclui restrições de venda em estádios e o papel de fan zones para consumo de álcool.
Entre 2022 e 2026, os preços nominais subiram cerca de 5,2%, abaixo da inflação global observada no período, de 15%. Este foi o primeiro avanço abaixo da inflação entre edições desde 2006.
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