A Banca do Brito, instalada na SQN 106 Norte, em Brasília, segue como ponto de encontro de colecionadores de figurinhas da Copa do Mundo. O local recebeu, mais uma vez, fãs em busca das lacunas do álbum após o seu lançamento.
À frente do negócio há mais de 40 anos, José Gonçalves Brito, 63, acompanha o movimento que aumenta quando o álbum entra em circulação. A tradição começou em 1998, quando ele afixou um aviso de troca na frente da banca.
A rotina de trocas ocorre quase todos os dias, com picos a partir de quarta-feira, tanto durante a semana quanto aos fins de semana. Em dias movimentados, o espaço fica lotado e atravessar a área de trocas pode exigir cuidado.
Em alguns fins de semana, milhares de pessoas circulam pelo local. Brito relata que, em ocasiões, é difícil passar e as equipes se organizam até tarde da noite para concluir as trocas dos cromos.
O álbum deste ano foi lançado em 28 de abril, e no dia seguinte já havia interessados em trocar figurinhas, segundo o comerciante. A procura tem sido constante desde então e mantém a dinâmica da banca.
Ação social da banca
A movimentação gerada pela troca também alimenta uma ação social chamada Figurinha Solidária. Figurinhas sobrantes são arrecadadas e doadas a crianças atendidas por projetos sociais.
Segundo Brito, a ideia é ampliar as doações conforme avançam as coleções e sobram cromos repetidos. A última ação foi destinada à Casa do Ismael, com perspectiva de beneficiar projetos na Ceilândia neste ano.
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