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Cabo Verde chega à Copa com alma de elefante, diz embaixada

Cabo Verde disputará a Copa do Mundo de 2026 pela primeira vez, buscando visibilidade internacional além do futebol

Cabo Verde chega à Copa com “alma de elefante”, diz embaixada
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Cabo Verde garante vaga histórica na Copa do Mundo de 2026, a primeira de sua história. O país africano, com pouco mais de 500 mil habitantes, conquista o direito de disputar o torneio após vencer Essuatíni por 3 a 0, em Praia, em outubro de 2025. A campanha nas Eliminatórias Africanas (CAF) teve apenas uma derrota em 10 partidas e derrubou adversários tradicionais.

A confirmação abriu espaço para uma celebração que envolve o país e sua diáspora. A entidade diplomática do arquipélago no Brasil descreve o feito como uma oportunidade de visibilidade global para Cabo Verde, além do desporto, com impactos culturais e econômicos.

A estreia na Copa acontece na segunda-feira, 15 de junho, contra a Espanha, campeã de 2010. O jogo está marcado para as 13h, horário local. A imprensa destaca o equilíbrio atual entre seleções, o que amplia o carisma de cada confronto.

A embaixada enfatiza que a participação já é reconhecida como marco histórico para Cabo Verde. O feito é visto como mérito coletivo, envolvendo população, Federação Cabo-Verdiana de Futebol e a diáspora mundial, que acompanha a preparação.

Torcedores cabo-verdianos espalhados pelo mundo já acompanharam amistosos em Portugal e nos EUA, que mostraram força da torcida externa. Na capital brasileira, Brasília, não haverá atividades oficiais de acompanhamento da estreia por ora.

A expectativa é que a presença na Copa fortaleça a imagem do país fora dos clubes e campos, ampliando turismo e intercâmbios culturais. A embaixada destaca que o turismo atrai mais de 800 mil visitantes por ano, beneficiando o país.

Para o embaixador José Pedro Máximo Chantre D’Oliveira, a classificação reforça a identidade nacional. Ele aponta uma união maior, valores de convivência pacífica e respeito às diferenças como patrimônio do povo cabo-verdiano.

O diplomata ressalta ainda avanços educacionais desde a independência, com a alfabetização subindo de 35% para 97% ao longo de cinco décadas. Segundo ele, o essencial é contribuir para a civilidade e o respeito entre as nações.

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