O Irã estreou na Copa do Mundo em Los Angeles nesta segunda-feira (15), empatando com a Nova Zelândia por 2 a 2. A partida ocorreu no SoFi Stadium e chegou após dias de tensão geopolítica, com o confronto realizado pouco mais de 24 horas após a notícia de um acordo de paz para encerrar uma guerra iniciada por ataques anteriores envolvendo EUA e Israel.
No estádio, a torcida misturou apoio à seleção iraniana com manifestações de iranianos-americanos contrários ao governo de Teerã. Bandeiras pré-revolução e símbolos de oposição estiveram entre as lembranças exibidas pela torcida ao longo do jogo.
Alguns torcedores optaram por torcer pela Nova Zelândia ou vãoar a própria seleção, reforçando o tom político que cercou a estreia. Do lado de fora, centenas de manifestantes protestaram contra o governo iraniano, elevando o conteúdo político do evento.
Ambiente no estádio
O Irã chegou a afirmar que poderia interromper partidas caso bandeiras não oficiais fossem exibidas ou slogans fossem cantados, mas a segurança permitiu a passagem de símbolos da antiga bandeira. A FIFA não comentou especificamente sobre a bandeira pré-revolução.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, esteve presente no estádio para acompanhar a partida, reforçando a importância do evento para o órgão. Três torcedores vestiam camisetas com o símbolo do leão e do sol, mesmo com avisos prévios de restrição.
Repercussos e contexto
Alguns torcedores defenderam que a atenção permanecesse voltada apenas para o futebol, destacando o orgulho pela equipe conhecida como Team Melli. Outros enfatizaram a relação entre o desempenho esportivo e questões políticas que envolvem o país.
A participação do Irã nos jogos nos EUA ocorre num contexto de conflito que já deixou milhares de mortos na região. Nos dias que antecederam o jogo, a federação iraniana reportou problemas com vistos para parte da delegação e cancelamentos de ingressos destinados aos torcedores iranianos.
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