O Irã estreia na Copa do Mundo de 2026 nesta segunda-feira em Los Angeles, diante da Nova Zelândia, pelo Grupo G. A partida ocorre às 22h (horário de Brasília) no estádio da cidade californiana. A equipe persa chega sob pressão de tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.
A preparação do Irã ficou marcada por controvérsias fora de campo. Protestos em Los Angeles, com pedidos para que a FIFA retire o Irã, foram registrados também em Vancouver, no Canadá. A mobilização envolve temores sobre a influência da Guarda Revolucionária Islâmica, ligada ao governo iraniano, que é considerada organização terrorista por EUA e Canadá.
A delegação iraniana teve dificuldades para entrar nos Estados Unidos: o presidente da federação, Mehdi Taj, com histórico ligado às forças militares, teve o visto negado. Além dele, diversos membros da comitiva permaneceram sem autorização para ingressar no território norte-americano. Em razão disso, o Irã treinou em condições alternativas.
Por conta do impasse com vistos, a equipe se estruturou para a Copa no México, em Tijuana, após iniciar treinos na Turquia com jogadores que atuam lá. A competição local no Irã está paralisada desde fevereiro em decorrência do conflito envolvendo o país, EUA e Israel.
Tensão de segurança envolve diretamente o jogo contra a Nova Zelândia. O governo iraniano avisa que pode interromper a partida caso ocorram bandeiras não autorizadas ou cânticos contrários à seleção nos estádios. Segundo autoridades, o responsável pela equipe terá o poder de interromper o duelo se houver manifestações indesejadas.
Além do confronto com a Nova Zelândia, o Irã encara Bélgica em 21 de junho, também em Los Angeles, e encerra a sua fase de grupos contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle.
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