A seleção iraniana de futebol chegou aos Estados Unidos neste domingo (14), vindo de Tijuana, base de treinamento no México. Em Los Angeles, a equipe faz a estreia na Copa do Mundo, com o jogo contra a Nova Zelândia marcado para as 22h (horário de Brasília) desta segunda-feira (15). Torcedores iranianos nos EUA se preparam para protestos contra o governo de Teerã e a guerra liderada pelos EUA.
Em frente ao estádio, na área de Inglewood, a segurança foi reforçada pela manhã. Diversas ruas próximas foram bloqueadas e a fiscalização aumentada, com patrulhas de policiais nas proximidades do local da partida.
Cerca de uma dúzia de manifestantes se reuniu no entorno do estádio. Alguns torcedores disseram que assistirão à partida pela TV para evitar distúrbios no estádio ou sinalizar que a presença pode ser interpretada como apoio ao governo iraniano.
Outros comunicaram a intenção de entrar com símbolos de protesto na arena, incluindo a bandeira iraniana pré-revolucionária, que compartilha as cores da atual, mas traz um leão e um sol no centro. Tal ação pode conflitar com normas de segurança.
Uma organização sem fins lucrativos da Califórnia entrou com um processo para impedir restrições à expressão, mas a demanda foi rejeitada em audiência nesta segunda-feira. O juiz alegou que o estádio não é um fórum público e que mudar regras de última hora poderia prejudicar funcionários.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) afirmou que proíbe bandeiras ou vestimentas de cunho político, sem detalhar como irá agir em relação à bandeira iraniana pré-revolucionária. O Irã também anunciou potenciais medidas caso símbolos não oficiais apareçam.
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