O calor extremo na Copa do Mundo de 2026 ganha um novo desafio: a chuva de raios nas proximidades dos estádios. Nos Estados Unidos, país-sede, normas de segurança suspendem partidas caso haja descarga elétrica a menos de 16 quilômetros do estádio.
Em caso de tempestades com raios, jogos podem ser interrompidos por pelo menos 30 minutos, com os times ainda no campo. Se novas descargas ocorrerem, o tempo de paralisação é reiniciado por mais 30 minutos. A FIFA pode reagendar partidas se a interrupção se estender por mais de uma hora.
Contexto da edição e dados históricos
Estados Unidos sedia 78 dos 104 jogos, com regras locais aplicáveis para paralisar jogos próximos a raios. Regiões da Flórida enfrentam maior frequência de tempestades elétricas durante o verão, coincidindo com o período de junho a julho.
Durante o Mundial do Clubes de 2025, também nos EUA, seis partidas foram paralisadas por raios. Entre elas, Palmeiras x Al Ahly (50 minutos de interrupção no MetLife, Nova Jersey) e Benfica x Chelsea (40 minutos no segundo tempo). A pausa total de uma partida chegou a 1h45.
Adaptação dos estádios e previsões
Poucos estádios da Copa 2026 possuem cobertura adequada para chuvas fortes e raios. Atlanta, Houston e Dallas contam com tetos retráteis, enquanto Vancouver, no Canadá, também utiliza esse recurso.
Segundo o regulamento da FIFA, cabe ao árbitro decidir o fechamento da cobertura durante a partida se necessário. A previsão do Serviço Nacional de Meteorologia indica que o jogo Uruguai x Arábia Saudita, nesta segunda-feira, às 19h (horário de Brasília), pode ser o primeiro a cumprir a regra de paralisação por raios.
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