Os gandulas recolhem as bolas que saem do campo e as devolvem aos jogadores, mantendo o fluxo do jogo. Em partidas oficiais, eles são selecionados e treinados pela FIFA entre voluntários, geralmente jovens atletas dos clubes locais.
Na Copa do Mundo de 2026, disputada entre Estados Unidos, Canadá e México, parte dos gandulas foi escolhida por meio de ações de patrocinadores. O objetivo é manter o ritmo das partidas e evitar atrasos.
Sistema multiball
A Premier League já adotou desde 2024 um formato em que as bolas ficam em cones distribuídos pelo campo. O gandula, nesse modelo, apenas reabastece o cone vazio, sem entregar a bola diretamente ao jogador.
A partir de 2025, Federações brasileiras, incluindo a FPF, CBF e Conmebol, anunciaram a adoção do mesmo sistema em seus torneios, abrangendo o Campeonato Paulista, o Brasileirão e a Libertadores. A Copa do Mundo, porém, não utiliza o multiball.
Durante o jogo, algumas bolas ficam posicionadas fora das linhas para que os atletas as busquem, mas os gandulas ainda podem entregá-las diretamente quando necessário.
Regras e cera
Para coibir atrasos intencionais, a FIFA estabeleceu regras de cobrança de lateral e tiro de meta. Se o responsável pela cobrança demora, o árbitro acena contagem de cinco segundos; caso não seja executada, a posse é do adversário. O mesmo vale para o goleiro ou a equipe.
Origem do termo
Historicamente, o termo gandula não deriva de um jogador específico, apesar do mito envolvendo Bernardo Gandulla. A palavra remete ao espanhol gandul, significando vagabundo, e ao árabe gandûr, que descreve alguém jovem e ocioso. A etimologia não reflete a função real dos gandulas.
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