Gianni Infantino, presidente da Fifa, esteve no vestiário da seleção iraniana após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia pela Copa do Mundo e elogiou o grupo. Ele disse que a equipe está escrevendo história e transmitindo uma mensagem ao mundo. O momento ocorreu em Los Angeles, após o jogo realizado no SoFi Stadium, em 15 de junho de 2026.
Segundo o relato da própria Fifa, o Irã tem base de treinamento em Tijuana, no México, e precisa viajar aos EUA antes de cada partida da fase de grupos. Durante a passagem pelo vestiário, Infantino afirmou conhecer as dificuldades enfrentadas pela delegação e destacou a união entre iranianos com posições políticas diferentes.
O presidente elogiou o desempenho da equipe diante de um cenário de pressão externa e ressaltou que as manifestações de apoio foram percebidas pelos torcedores presentes no estádio. Infantino ainda afirmou que as duas partidas restantes da fase de grupos devem manter o time como motivo de orgulho para o país.
Logística e críticas da comissão técnica
Antes de deixar o vestiário, Infantino voltou a falar com os jogadores, incentivando que continuem lutando pelo povo iraniano. O técnico Amir Ghalenoei agradeceu o esforço da equipe da Fifa em tentar ajudar, mas reclamou das restrições para viagem aos EUA. Ele afirmou que integrantes da comissão técnica precisaram acumular funções durante a estadia em Los Angeles e que a delegação enfrentou entraves para deixar o país.
Segundo o treinador, a delegação teve de percorrer cerca de 10 horas de viagem e não teve autorização para chegar aos EUA com antecedência. Ghalenoei disse que a equipe foi prejudicada pelas condições logísticas e pediu uma atuação mais firme da Fifa para evitar que outras seleções passem por dificuldades parecidas.
O capitão Mehdi Taremi sinalizou que Infantino demonstrou disponibilidade para ajudar, porém ressaltou que os problemas vão além da atuação da entidade. Ele mencionou que a Fifa precisa atuar de forma mais efetiva para encaminhar soluções para o grupo.
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