Marcelo Bielsa mantém uma imagem que se tornou marca registrada durante os jogos: a caixa térmica, colocada à beira do gramado como assento. O técnico uruguaio a utiliza desde o início da carreira, passando pela França, Inglaterra e marcando presença na fase atual da Copa do Mundo nos EUA, México e Canadá.
A origem da prática remonta ao Olympique de Marselha. O estádio Vélodrome tem o banco de reservas abaixo da linha do campo, o que o levou a adotar a caixa térmica como apoio para melhorar a visão de jogo. A ideia passou a fazer parte do dia a dia dele como ferramenta de trabalho.
Durante a passagem pelo Marseille houve episódios curiosos envolvendo a caixa. Em uma vitória sobre o Toulouse, Bielsa ficou com um copo de café quente sobre a caixa e demonstrou irritação após o incidente. Além disso, o equipamento foi utilizado pela equipe para revelar a nova camisa da temporada.
A prática ganhou espaço na Inglaterra. Em 2018, ao acertar com o Leeds United, Bielsa trocou a caixa térmica pelo balde térmico azul. O sucesso do técnico ajudou a popularizar o item, que ganhou patrocínio e passou a ter réplicas vendidas pelo clube. Em entrevistas curtas, ele minimizou o episódio, dizendo ser apenas um balde confortável.
Com a nomeação para o time do Uruguai em 2023, a Federação Uruguaia de Futebol oficializou a chegada de Bielsa por meio de uma publicação com a imagem da caixa térmica, o que manteve a tradição. Em jogos das Eliminatórias, amistosos e agora na Copa do Mundo, ele continua usando o utensílio à beira do gramado.
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