Telê Santana foi o último técnico da seleção brasileira a chegar a uma Copa com menos de 12 jogos no cargo. Ao todo foram sete partidas após retornar da Arábia Saudita para assumir a equipe, em 1986, após a eleição de Otávio Pinto Guimarães à presidência da CBF. Em 1985, ele dirigiu cinco jogos entre amistoso e eliminatórias.
Entre 1985 e 1986, a seleção enfrentou desgaste e lesões. Telê manteve a base das eliminatórias, com Carlos, Leandro, Oscar, Edinho e Júnior; Toninho Cerezo, Sócrates e Zico; Renato Gaúcho, Casagrande e Éder. Ainda assim, diante de desfalques, optou por mexer na composição.
No amistoso de março de 1986 contra a Alemanha, Telê manteve a ideia, mas já sinalizou mudanças. Depois de inscrever os jogadores, ele trocou peças lesionadas: Cerezo e Dirceu deixaram o time, e Oscar (3) e Falcão (5) foram substituídos por Júlio César (14) e Elzo (19). A ideia era renovar sem abrir mão da identidade.
Carlo Ancelotti, hoje técnico da seleção, chegou à Copa com 12 jogos. Esse número equivale à soma de Telê entre as eliminatórias de 1985 e a pré-Copa de 1986. Ancelotti conhece a geração brasileira, e os 15 jogadores convocados para a Copa foram considerados aptos a atuar.
No meio do caminho, a análise aponta a necessidade de ajustes. Perguntas sobre Casemiro, Danilo, Endrick ou Ibañez ganham relevância, sem confirmação de escolhas definitivas. A busca é por rejuvenescimento e leveza na equipe.
Analogia com 1986
A situação lembra o que ocorreu há décadas: Telê mexeu na escalação e houve melhora, ainda que não suficiente para superar a França nas quartas. A decisão de Ancelotti pode seguir o mesmo caminho, buscando o equilíbrio entre experiência e renovação para alcançar as semifinais.
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