A Fifa tem promovido mudanças na organização da Copa para atrair o público norte-americano. A ideia é que o evento tenha a lógica dos esportes dos EUA, com recursos de entretenimento e marketing. A aposta ocorre já desde a Copa do Qatar, em 2022.
Dados apontam que a cerimônia de abertura ganhou elementos de entretenimento, como música pop e shows com grande participação de torcedores. O objetivo é tornar a experiência mais próxima de ligas como NBA e NFL, segundo a entidade.
Segundo a diretoria, Del Piero teve papel central ao sugerir a entrada conjunta de jogadores para o hino, com bandeiras grandes, um gesto diferente do tradicional. A medida marca uma mudança de formato em relação ao Mundial de Clubes.
Mudanças operacionais e comerciais
A organização também ampliou recursos de espetáculo nos intervalos e elevou o uso de tecnologia de câmera e iluminação. A cada intervalo, os direitos de transmissão incluem espaço para publicidade, aproximando-se do modelo norte-americano.
Outra novidade é a presença de cheerleaders em shows de intervalo, similar aos esportes praticados nos EUA. A venda de ingressos recebeu reajustes, com prática de preço dinâmico para revenda, o que elevou valores em até 22 vezes em alguns casos.
Na parte logística, a Fifa implantou limitação de tempo para hidratação, prevendo três minutos obrigatórios por partida. Assim, o torneio passou a exigir ajustes parecidos com o formato de quatro quartos, observado na NBA.
Entretanto, a nomenclatura dos estádios manteve nomes das cidades, sem associação oficial a patrocinadores. A prática difere do padrão de naming rights comum no mercado americano, gerando estranheza entre torcedores locais.
A explicação oficial é que patrocínio só pode ocorrer mediante contrato remunerado com a Fifa. Em público, autoridades ressaltam que a Copa busca espelhar um megaevento semelhante a 78 Super Bowls, ampliando a escala de promovê-la nos EUA.
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