Endrick não tem sido titular na Seleção, mesmo após o empate de 1 a 1 com o Marrocos. A escolha de Carlo Ancelotti pela paciência na avaliação do atacante contrasta com o desempenho discreto de Igor Thiago e a dificuldade de criação da equipe. A disputa por espaço envolve também o papel tático do jogador no Lyon.
No clube francês, Endrick atua pelo corredor direito em um 4-2-3-1 de Paulo Fonseca, embora vista a camisa 9. Em 22 jogos, foi titular em 20 e soma 10 gols com 6 assistências. O jogador participa de um gol a cada 109 minutos, segundo dados da temporada.
Na prática, Endrick não desempenha a função de centroavante. Ele surge pela direita, acelera e ataque espaços, buscando as costas da defesa adversária e chegando na função de atacante de profundidade. Esse movimento tem sido decisivo em momentos-chave do Lyon.
No Paris Saint-Germain, por exemplo, o atacante abriu o placar ao atacar em velocidade pela direita antes da defesa se recompor. Além disso, o mapa de calor da temporada indica maior atuação pelo corredor direito, reforçando esse padrão de movimentação.
A diferença entre Endrick e Raphinha na Seleção se confirma em dados de atuação. Enquanto Raphinha participa mais da construção ofensiva, Endrick é mais decisivo perto do gol. Dentre os aspectos analisados, ele apresenta maior participação em ações de ataque rápido pela direita.
A comissão técnica avalia que Endrick precisa ampliar a participação além dos momentos decisivos. A intenção é que o atacante contribua também na construção de jogadas e nas fases sem a bola, aproximando-se do estilo de jogo dos companheiros.
A definição sobre titularidade deve sair na sexta-feira, diante do Haiti, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, às 21h30 (horário de Brasília). O desfecho depende do desempenho nos treinamentos e da leitura tática do confronto.
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