A Porsche acompanha com ceticismo e cautela a proposta de unificação dos regulamentos dos protótipos de endurance para 2030. A marca ainda não confirmou se retornará à classe principal do WEC, mas diz considerar o cenário favorável caso haja uma única base técnica entre FIA, ACO e IMSA.
Segundo Thomas Laudenbach, diretor da Porsche Motorsport, a ideia de um regulamento único pode reduzir custos e simplificar o desenvolvimento, mas outros fatores também influenciarão a decisão de voltar a Le Mans. A prioridade atual permanece no programa de protótipos nos EUA.
A reforma apresentada durante a semana das 24 Horas de Le Mans prevê abandonar a coexistência de Hypercar (LMH) e LMDh. A ideia é criar uma plataforma única, com possibilidades de desenvolvimento de componentes próprios, desde que respeitados parâmetros de desempenho.
Avanços e limitações
Laudenbach ressaltou que a unificação é positiva, e que a empresa continua acompanhando o avanço do regulamento. Mesmo assim, a Porsche encerrou o programa principal após 2025 e não vê retorno imediato para 2027 nos planos atuais.
Há ainda divergências sobre sistemas híbridos e chassis entre fabricantes. A Porsche afirma que as regras devem evitar vantagens competitivas indevidas, mantendo a direção do regulamento alinhada ao conceito LMDh, sem tração integral.
Implicações para Le Mans e IMSA
Apesar do interesse na evolução do WEC e de Le Mans, a Porsche não planeja participação imediata na classe principal. A prioridade é manter a presença no IMSA WeatherTech SportsCar Championship pelos próximos anos, com compromisso até o término da temporada de 2027.
Penske, parceiro da Porsche, já manifestou desejo de retornar à luta pela vitória geral em Le Mans antes de 2030. A empresa afirma acompanhar as mudanças regulatórias, mas não define prazos para uma decisão final.
Entre na conversa da comunidade