O primeiro registro do surfe feminino no Brasil ocorreu em 5 de agosto de 2001, com a realização do campeonato promovido pela ABSF (Associação Brasileira de Surfe Feminino) na Praia do Tombo, em Guarujá, SP. A competição introduziu uma divisão por categorias e premiou as atletas com pranchas, kits de surfe, troféu e dinheiro.
A estrutura da prova destacou a diversidade de estilos, com divisões para pranchinha, longboard e outras categorias. Quatro surfistas foram premiadas no pódio, recebendo também itens como pranchas e kits para prática esportiva. A organização enfatizou prêmios mais justos e acessíveis às competidoras.
A iniciativa contou com ações de apoio, incluindo a abertura da Hot Girls Surf School pela ABSF e a participação da Rip Curl Girls Tour, que utilizava um trailer para levar alunas a competições em diferentes cidades. Além disso, atividades educativas ligadas ao esporte ocorreram, como visitas ao Museu do Surfe em Santos.
O foco em inclusão ganhou continuidade com a divulgação dos eventos e a oferta de oportunidades para treino e competição entre jovens promissoras. A divulgação fotográfica e documental da época registrou a divisão por categorias, os horários de maré e a logística de deslocamento das atletas para as disputas.
Com o passar dos anos, a programação de catarse esportiva passou a integrar atividades paralelas, preservando o interesse pela participação feminina no surfe e fortalecendo a atuação de escolas, equipes e festivais voltados à igualdade de gênero no esporte.
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